sexta-feira, 25 de junho de 2010

GUIAS CEGOS, OBEDIÊNCIA CEGA

"Não toqueis nos meus ungidos"
(Sl 105:15)

Este versículo está na boca de muitos pastores, profetas, bispos e apóstolos da atualidade, basta ligar a TV ou o rádio em um destes programas gospel, lá estarão eles, postando-se como representantes diretos de Deus aqui na terra (coincidência com a reivindicação medieval papal de vicário de Cristo? Acho que não!), escolhidos, ungidos de Deus, profetas levantados, fazem referência a si mesmos como precursores (portadores) de uma “unção especial” para os últimos dias. Sempre estão acompanhados de uma multidão ávida em vê-los, tocá-los, ouvi-los, defendê-los. Por esta mesma multidão, são chamados de “paistores”, “paipóstolos”, em uma devoção e obediência cega, de cegueira voluntária, visto que um discípulo de certo “paipóstolo” (representantes do atual estado do movimento evangélico, os quais tem nome e endereço), certa vez, defrontado por uma atitude nada cristã de seu líder, me disse: “Eu vou ser obediente, se ele estiver errado, Deus não irá me condenar por obedecer”. Eu pergunto baseado em que ponto do cristianismo tal afirmação pode ser dita? Eu mesmo respondo: EM ABSOLUTAMENTE NENHUM! Pode parecer até piedoso, mas é irresponsável e antibíblico. Sim, é irresponsável pois é uma tentativa de se esquivar das consequências em um ato irrefletido, lançando sobre o outro toda a responsabilidade, algo semelhante com as desculpas apresentadas a Deus por Adão, quando disse que foi induzido por Eva ao pecado, ou de Eva que afirmou ter sido induzida pela serpente ao mesmo erro. É antibíblica não apenas porquê não se encontra algo parecido nas Escrituras, mas por ser explicitamente contraditória com a postura cristã ensinada pelas mesmas. Vale lembrar que nem Adão, nem Eva, usando um argumento fundamentalmente idêntico, deixaram de ter suas atitudes condenadas e sofrer as suas devidas consequências, e a morte foi e é a mais cruel delas. Ele esqueceu que como disse Jesus: “Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.”

Tal pensamento não é fruto da reflexão cristã acerca das Escrituras, não é manifestação de um coração humilde e não segue a obediência ensinada pelo testemunho bíblico, pelo contrário é ensino carnal, pois é humano, oriundo de homens cujo único desejo é o domínio, afim de docilizar a massa e dela usufruir. Parte de um ambiente doentio, onde lá o significado de obedecer é a obediência irrestrita aos líderes, o exemplo mais comumente citado é o de Davi e Saul. Não importa quem é o seu líder dizem, pode ser um Saul mas como Davi você não pode tocar num ungido de Deus, mesmo que ele lhe esteja perseguindo, seja obediente, assim convencem uma multidão violentada a permanecerem no mesmo lugar, alvo de mais violência. Lá todos quantos questionam tem um rótolo: “rebeldes”. Esquecem-se, ou melhor não querem lembrar que no caso de Davi e Saul, mesmo ele acreditando que Deus havia ungido Saul a rei (pelo testemunho bíblico sabemos que Saul havia sido escolhido pelo povo e não por Deus), não permaneceu na presença de um rei despótico e enciumado para ser vitimizado ao bel prazer daquele que deveria ser para ele um guardião, pelo contrário, Davi deixou o palácio fugiu para o deserto, lugar de paz comparado com qualquer outro à vista de uma autoridade como Saul. Davi lutou e amou seu Deus, seu povo, seu tempo a despeito e apesar de Saul. Davi não ficou para ser seu discípulo. Devemos fugir destas manifestações humanas empossadas do título de “ungidos de Deus”.

A obediência segundo Deus é à Deus, mesmo quando obedeço a homens é à Deus que obedeço este é o padrão, mas por ser minha obediência para Deus, quando me vejo diante do conflito entre a vontade de uma autoridade humana e a de Deus, obediência a esta autoridade é desobediência à Deus. A elucidação para isto está nas palavras de Pedro dirigidas às autoridades de sua época quando intimados a não mais pregarem sobre o nome de Jesus: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus”.

Nestes ambientes é ensinado a não questionar, obedecer mesmo sem entender, acreditem, isto é pregado nestes lugares. Não importa o quanto ilógico, ou mesmo contraditório pareça o que o líder fala com o evangelho, o importante não é entender e sim obedecer, porque obedecer é melhor do que sacrificar e o pecado de rebeldia é igual ao de feitiçaria, citam 1 Sm 15.22 e 23 totalmente desprovidos de conexão com o contexto, para eles obedecer é igual a obedecer as palavras deles e não a Palavra do Senhor como fala de fato o texto, da mesma forma rebeldia nestes ambiente é o simples questionar os caprichos deles disfarçados de vontade de Deus. Quando são confrontados pelos seus erros, com o enriquecimento pessoal às custas da denominação, desvio de dinheiro na compra de mansões, jatos particulares, suas emissoras de TV, suas fraudes fiscais, em fim, tratam de citar Sl 105: 15, e se passam por vítimas e perseguidos, fazem questão de dizer que a obra de Deus está sendo perseguida, MENTIROSOS FRAUDULENTOS, escondem-se por trás de uma pseudo-unção. Mais uma vez preferem esquecer o que pedro diz na sua primeira carta: “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.” . Definitivamente não é como cristão que são perseguidos, visto que não os perseguem por um coxo que andou, nem por que através de suas pregações denunciam o atual estado social (eles jamias fariam isto), quando se dizem perseguidos é por que a justiça quer esclarecimento de como é feita a relação financeira entre igreja e emissora de TV, quando se quer esclarecimento sobre dólares não declarados escondidos na Bíblia, sobre prédios em péssimo estado de conservação e os motivos de não terem sido tomadas providencias antes que o teto literalmente caísse sobre os próprios fiéis, já que dinheiro é a única coisa que, pra esses grupos, não falta.


Me impressiona que esta supresão do juízo ocorre facilmente mesmo diante das palavras de Cristo que nos adverte a discernir, a acautelarmo-nos de falsos profetas, mestres, pastores:

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." Mateus 7:15-20

Ora, quem está a cima do concelho do Senhor? Só busca se esquivar dele quem quer esconder suas características canídeas.
E o que se dirá acerca dos concelhos de João e de Pedro respectivamente:

"Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." 1 João 4:1

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, farão de vós comércio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita."
2 Pedro 2:1-3

Por que se escandalizar esobre nós proferir maldições quando avaliamos se quem se diz apóstolo é realmente apóstolo ou falsante, quem não faz este discernimento, NÂO OUVIU A JESUS. Quem não prova pela verdade tais homens são manipuladas por eles, não são guiadas pelo Espírito. 
Enfim, o questionamento deve ser encarado pelos verdadeiros servos de Deus como oportunidade de expor pela vida o evangelho, de revelar a consistência da nossa fé, a razão da esperança que há em nós. Temer o quê? Os verdadeiros servos não fazem nada nas trevas, às escondidas, já está tudo em plena luz. Paulo não temia ser confrontado, os bereanos foram por ele elogiados diante dos de Tessalônica por que antes de confiar nas palavras dele (Paulo) consultavam as Escrituras afim de saber se tudo quanto ele dizia estava em conformidade com elas. Ora o que a Verdade pode temer? Ela se sobressai, não precisa de defensores, não possui inimigos a sua altura. Ela, a Verdade, simplesmente mostrar-se  e em si mostrando revela o que é e o que não é. Se angustiar, condenar os que nos perseguem, enraivecermo-nos por sermos perseguidos como cristãos? Jamais!



“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”
Mt 5.10-12


NEle, Luz da qual não podemos nos ocultar,

Tiago M. Barros

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PECADORES E DEUS

Estou iniciando através deste uma série de pequenas reflexões sobre o Evangelho de Cristo, que serão postadas  no marcador “Pense Nisso”, espero que cada mensagem seja Palavra de Deus para sua alma, Aproveite!

PECADORES E DEUS

 
Sei que você se conhece e não irá negar, sabe que é pecador, que possui dentro de si mentira e engano, que não é porque frequenta uma igreja, seja ela qual for, que isto te justifica, sabe que o problema é profundo, nada pode fazer pra se livrar deste estado tão ruim, mas quero te dizer algo: MESMO ASSIM DEUS DECIDIU DERRAMAR AMOR SOBRE VOCÊ. Decidiu derramar Graça sobre ti pra que você consiga escolher por ele, amá-lo em resposta, porque ele te amou primeiro. Hoje, neste momento, deixe-se converter. Não seja mais um que lota as igrejas oportunistas atraído pelo marketing de testemunhos e promessas de acúmulo de bens aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, ou por uma cura, pois o corpo não perde a capacidade de adoecer e morrer. Antes, esteja disposto a servir a Deus por amá-lo, refugie-se em Cristo e tome posse sim do que ele fez no Calvário, encontre a Paz com Deus que está em Cristo, e mesmo se você tiver perdido tudo: família, bens, saúde, você conseguirá disser: “eu sei que o meu Redentor vive e que, por fim, se levantará sobre a terra.” Somente quem consegui descansar nEle, confiando em Sua vontade, em desprendimento ao mundo e eterno prendimento à Deus, entrará em seu reino, caso contrário de Deus não será conhecido ainda que seja rei aqui na terra.

Pense nisto!
 

Tiago M. Barros

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O QUE APRENDO COM JOHN WESLEY



John Wesley, desde que entrei em contato com sua biografia (pela primeira vez através do livro Heróis da Fé de Orlando Boyer), com apenas um ano de convertido, passei a ter uma espécie de encanto, de fascínio e me servi dele como fonte de inspiração, me surpreendeu a sua entrega de si a Deus, seu interesse em crescer na graça e no conhecimento de Deus.




Logicamente este grande homem de Deus, não deixara de fazer jus a sua condição humana, por isso não somente seus acertos, os seus erros me fazem aprender mais sobre a caminhada que todos nós temos que traçar em direção Àquele que nos é por chegada.



Aprendo com John Wesley na sua busca frenética pela segurança de sua salvação nos primórdios de seu ministério, sobre o não conformismo com a falta de certeza para com o amor de Deus, o não sossegar até que de fato se tenha paz com Ele. Aprendo sobre o seu compromisso disciplinar nesta busca, seus métodos, sua entrega ao encontro de Deus, mesmo sendo o seu ambiente social o do racionalismo moderno, aprendo sobre como manter-se devoto acoplando fé e razão mesmo em um ambiente desfavorável. Ainda neste momento da busca de Wesley, aprendo sobre o não confiarmos em nós mesmo e nem em nossas próprias obras para salvação de nosso alma, visto que nossas obras por mais vastas que sejam, e no caso de Wesley elas eram demasiadamente vastas, não podem apaziguar a alma humana em sua relação com o Criador. Que não basta ao homem visitar os presídios, alimentar os pobres, reunir-se em agrupamento para oração e leitura bíblica, ser perseguido e injuriado ou viajar sob grande risco de vida afim de levar o evangelho aos que ainda não o ouviram, como fez Wesley, não! Nada disso serve ao homem para que ele possa alcançar de Deus o benefício da salvação.



Aprendo com Wesley a examinar tudo e reter o que é bom, visto que ele conseguiu encontrar nos místicos católicos, nos pietistas alemães (os morávios), dentre os puritanos, no corpo de credos da igreja oficial, em seus amigos, em seus pais, e em tantos outros lugares e pessoas expressões que carregavam em si o verdadeiro cristianismo, prova disto é que foi em uma reunião dos morávios que Wesley sentiu o seu “coração estranhamente aquecido” enquando alguém lia uma introdução a carta aos romanos escrita por Lutero. Aprendo com Wesley que os méritos que nos podem trazer segurança de nossa salvação são completamente de Cristo, que a segurança da salvação consiste no testemunho do Espírito em nós testificando que somos filhos de Deus, consiste em plena confiança de que Deus nos amou e de que em Cristo estamos seguros.



Aprendo sobre a “Luz que ilumina a todo homem que vem ao mundo”, que mesmo todos os homem estando em total estado de corrupção, mortos em seus delitos e pecados, Deus não deixa nenhum deles fora do alcance desta Luz, que antes de tornar-se carne já iluminava a todo homem, pois “as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” como fala as Escrituras, capacitando ao homem, que por si mesmo não pode desejar o bem, mas tem a sua vontade e arbítrio escravo do pecado, a escolher o bem, persuadindo e até mesmo inclinando a sua vontade ao bem, contudo, sem que o destitua de seus atributos que o personifica como ser moral. Sendo assim, aprendo que toda obra da salvação vem de Deus, dEle é a iniciativa, Ele nos amou primeiro, dEle é a nossa capacidade de fazer o bem, tanto o querer como o efetuar são dEle, o que nos compete é somente receber, apenas nos resta crê e confiar que o que ele fez já é suficinete, pois “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”. Quanto a condenação esta é obra humana visto que “negligenciou tão grande salvação”, visto que “não creram para que fossem salvos”, visto que “sempre resistiram ao Espírito Santo”, porque “aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.



Que somos predestinados deste a fundação do mundo por que deste a fundação do mundo, para Deus, tudo já era. Que nEle não há nem passado, nem futuro, mas todo o tempo esta diante dos olhos dele.



Aprendo Que a perfeição cristão não significa a ausências de tentações. Que perfeição cristã não é um estado de perfeição permanente, mas que se pode vir a sucumbir aos anseios da carne novamente. Que este estado não corresponde ao que atingiremos quando formos glorificados, quando recebermos corpos incorruptíveis. Antes é “ter a mente de Cristo” em vida, ter a consciência emergida em amor, ter o desejo ardente de cumprir a vontade de Deus, é em si viver o “seja feita a tua vontade assim na terra como no céu” ao ponto de se encher tanto de Deus que não sobre espaço para as suas corrupções carnais e possa dizer: “não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim”.



Aprendo com Wesley sobre o seu desejo de nunca dividir, mesmo com uma igreja em sua época fria e não tolerante com ele e com o povo chamado pejorativamente de metodistas, antes seu conselho e desejo era que aquele pouco de fermento, os metodistas, levedassem toda a massa. Percebo isso em suas cartas de reconciliação para com Whitfield, nas convenções convocando todos os que ficaram conhecidos como metodistas ou partilhavam do mesmo avivamento na Inglaterra, morávios, calvinistas e wesleyanos afim de se minimizassem ou mesmo aniquilassem as suas divergências. E mesmo somente em seu leito de morte consentir com a criação a Igreja Metodista.



Wesley, foi um grande avivalista, estudioso (estudava não somente teologia e filosofia, mas também ciências naturais), bom administrador (foi o principal organizador do movimento metodista), pregador (pregou mais de 40 mil sermões), acreditava que para que a mensagem evangélica obtivesse melhor êxito, tinha que investir na educação, por isso arrecadou fundos construiu orfanatos, educou a classe proletária, e assim deixou o registro na história da Inglaterra do que é capaz de fazer um homem posto nas mão de Deus.






NEle para o Qual é toda a glória e que sem Ele qualquer John Wesley é mero vaso de barro


Tiago M. Barros

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Assistam, despertem! Tenha discernimento!



Letra da música:


É PROIBIDO PENSAR
Letra de João Alexandre
PROCURO ALGUEM PRA RESOLVER MEU PROBLEMA, POIS NÃO CONSIGO ME ENCAIXAR NESSE ESQUEMA, SÃO SEMPRE VARIAÇOES DO MESMO TEMA, MERAS REPETIÇÕES..



A EXTRAVAGANCIA VEM DE TODOS OS LADOS, E FAZ CHOVER PROFETAS APAIXONADOS, MORRENDO EM PÉ,ROMPENDO EM FÉ DOS CANSADOS....QUE OUVEM SUAS CANÇÕES...



ESTAR DE BEM COM A VIDA É MUITO MAIS QUE RENASCER....DEUS JA ME DEU SUA PALAVRA..E É POR ELA QUE EU AINDA GUIO MEU VIVER!



RECONSTRUINDO O QUE JESUS DERRUBOU..

RECOSTURANDO O VÉU QUE A CRUZ JA RASGOU..

RESSUSCITANDO A LEI, PISANDO NA GRAÇA, NEGOCIANDO COM DEUS!

NO SHOW DA FÉ MILAGRE É TÃO NATURAL, QUE ATÉ PREGAR COM A MESMA VOZ É NORMAL..



NESSE EVANGELIQUES UNIVERSAL....SE APOSSANDO DOS CÉUS...

ESTÃO DISTANTE DO TRONO, CAÇADORES DE DEUS AO SOM DE UM SHOFAR.



E MAIS UM ÍDOLO IMPORTADO DITA AS REGRAS PARA NOS ESCRAVIZAR:

É PROIBIDO PENSAR !!!!!
 

Chega de obediência Burra!



Talvez você esteja perguntando por que eu postei um vídeo com uma canção de uma cara que pra maioria "evangélica" é absolutamente ímpio. Desde já digo (o que na verdade não preciso dizer, mas pelas consciências mais fracas o faço) que não faço apologia a este cantor, de fato não me importo com o que ele acha ou deixe de achar sobre religião, mas cabe dizer que, para mim, esta música está além de ser apenas  uma crítica ao cenário social do Brasil hoje, mas é também muito pertinente ao meio "evangélico", até quando os "evangélicos" irão se submeter de forma tão voluntária aquilo que é tão danoso a alma deles, até quando eles vão ficar levando "porrada" e ficar "sem fazer nada", só porque o que se faz contra eles se faz em nome de Jesus, mas que nada tem haver com Àquele que nunca andou em cavalo de puro sangue, mas que abnegadamente preferiu o jumentinho, que via a pompa romana e de muitos ricos de sua época e jamais as cobiçou, mas inspirou cobiça pela Sua espiritualidade e simplicidade no coração de muita gente rica. Não é este tipo de submissão que Deus quer,  Ele jamais viu com bons olhos o ladrão e salteador cuidando de ovelhas, essas pessoas qua aí estão a frente de muitas igrejas evangélicas pularam a cerca, não entraram pela Porta, pois os seus frutos revelam tudo, a cobiça, a ganância, a auto-imposição sobre os liderados, o proferir de maldições contra os que os contradizem não é o Espírito de Cristo, nunca foi.


A quem possa se interessar por esta mensagem: não dê mais apoio para esses homens gananciosos que tomaram posto de pastores por todo o Brasil, ou com os que até já foram sinceros em seu ministério mais se deixaram arrastar por essa onda que esta varrendo o país, não compactue mais com as ideias desses nem com seus erros. Fuja! Não beba mais do seu vinho. Participe apenas do cálice do Cristo, com todas as suas implicações.





Nele, que não tem a sua glória nos bens materiais,

Tiago

terça-feira, 20 de abril de 2010

DEUS SE MANIFESTA HOJE


ICo 13:8-13 fala sobre o fim dos dons espirituais? A formação do NT? Há, Não...
Hoje acordei com a pretenção de examinar bem este tema e então elaborar um estudo que esclarecesse esta controvércia, se bem que eu mesmo não possuo qualquer dúvida sobre a comteporaneidade dos dons espirituais entregues para edificação da igreja, considero extremamente forçosas as interpretações cessacionistas, parciais pelo seu comprometimento não com a fala bíbíca mas com sua visão teológica. Enquanto estudava encontrei um texto que expressa bem o que eu próprio desejei fazer, e como o tempo é bem escasso, preferí transcrever para meu blog o texto que li. Me ponho a disposição para qualquer esclarecimento posterior. Agora vamos ao texto: 
Texto extraido do livro "A Atualidade dos Dons Espirituais" encontrado no site: www.adoracao.com

EXEGESE

O argumento exegético baseia-se na interpretação do texto bíblico original. Para este trabalho utilizaremos a passagem de I Coríntios 13:8-13, que tem sido usada por muitos comentaristas para defender a negação dos dons extraordinários neste tempo presente. Um destes comentarista é B. F. Cate, autor do livro "The Nine Gifts of the Spirit. Are not in the church today" (Os Noves dons do Espírito. Não se manifestam na igreja no dia de hoje). Veremos então a interpretação de B. F. Cate, e, em seguida apresentaremos nossa exegese do texto em questão.

1. A Visão de B. F. Cate de I Coríntios 13:8-13:Cate inicia o primeiro capítulo de seu livro fazendo esta pergunta: "Os Nove Dons: Quando Cessaram Eles?" Em seguida passa a argumentar da seguinte maneira: "Paulo diz: 'O amor jamais acaba.' Isto implica que os dons acabariam; portanto, ele prossegue dizendo: 'mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos e em parte profetizamos (versículo 8 e 9). a razão por que eles só conheciam em parte era que então ainda não estava completamente revelado aquilo do Novo Testamento que agora está escrito. 'Quando, porém,' diz Paulo, 'vier o que é perfeito (a ultimação do Novo Testamento), então o que é em parte (profecia, etc.) será aniquilado' (versículo 10). Depois ele ilustra isso dizendo: 'Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino' (versículo 11). Nos dias primitivos da presente dispensação, quando foi escrita esta epístola, eles eram como meninos; mas estava aproximando-se rapidamente o tempo quando desistiriam 'das cousas próprias de menino' (os nove dons), e andariam pela fé no 'caminho sobremodo excelente' do 'amor' e na luz da completa revelação de Deus.
"Paulo ilustra novamente, dizendo: 'Porque agora (quando esta epístola foi escrita) vemos como em espelho, obscuramente (em parte conhecemos), então (quando a revelação de Deus ao homem fosse completada) veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido' (versículo 12). Conhecer 'como também sou conhecido,' significa: nós, agora que a revelação de Deus está completa, não mais 'em parte conhecemos,' mas conhecemos a mente de Deus (para esta dispensação) tal como Ele conhece nossa mente." Cate prossegue dizendo: "Existem alguns que encontram dificuldade em ver que 'o que é perfeito' em I Coríntios 13:9,10 refere-se à perfeição (ultimação) da revelação de Deus para a era da igreja. Paulo, ao demonstrar que 'o amor jamais acaba,' mas que os nove dons cessariam quando o Novo Testamento chegasse à sua ultimação, refere-se apenas a três deles como exemplo do todo (versículo 8). Depois, nos versículos 9 e 10 ele reduz isto a um único dom - o da profecia - como um exemplo do todo. Vejamos mais uma vez o que dizem estes versículos: 'Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte (profetizar) será aniquilado.' Paulo não está falando a respeito da perfeição dos santos; está falando a respeito da perfeição da profecia. Demonstra assim que o dom de profecia deveria cessar quando a revelação de Deus para a era da Igreja chegasse à perfeição." Esta é a visão de Cate. Com amor e respeito àqueles que pensam dessa forma, passaremos a contra-argumentar esta posição. Nós cremos que, na passagem, Paulo fala da perfeição dos santos, e defenderemos esta tese, porque se o fizermos, ficará também demonstrado que os dons extraordinários existem hoje. Isto porque Paulo deixa claro, na passagem, que os profetas deveriam profetizar 'em parte' até que viesse 'o que é perfeito.' Portanto, se 'o que é perfeito' ainda não veio, então nós ainda temos profetas profetizando 'em parte' ainda hoje.

2. Uma Análise de I Coríntios 13:8-13: Nesta passagem analisaremos os vocábulos "perfeito", "quando", "agora", "então" e "conhecer".

2.1. O Perfeito do Versículo 10: O termo grego usado em I Coríntios 13:10 é teleio (téleios).Esta palavra pode ser traduzida de várias maneiras: (1) "perfeito", referindo-se à coisas (Rm.12:2; ICo.13:10; Tg.1:4,17,25; Hb.9:11, IJo.4:18, etc.); (2) "perfeito", referindo-se à pessoas, com o sentido de "maduro" ou "adulto" em sentido moral e espiritual (Mt.5:48; 19:21; Fp.3:15; Cl.1:28; ICo.2:6; 14:20; Ef.4:13; Hb.5:14); (3) "perfeito", referindo-se à Deus em sua perfeição absoluta (Mt.5:48). No versículo 10 de I Coríntios 13, o termo grego teleion (téleion) é "adjetivo pronominal, nominativo, neutro, singular." De acordo com isto, a tradução correta do texto deveria ser: "quando. porém, vier aquilo que é perfeito, então aquilo que é em parte será aniquilado." Isto porque este adjetivo, na língua grega, não é feminino nem masculino, mas está no gênero neutro. Portanto, o argumento de Cate, de que "o que é perfeito em parte" se refere a profecia, se desfaz; e isto por duas razões: (1) A palavra grega profecia, usada no versículo 8 (profhteia = profeteía), é "substantivo, nominativo, feminino, plural." Se a palavra "profecia" é feminina, então "aquilo que é perfeito" também deveria estar no gênero feminino para concordar, mas não está. (2) Se "o que é perfeito" fosse a revelação profética completada pelo Novo Testamento, então "o que é perfeito em parte," a revelação profética do Antigo Testamento, teria sido aniquilada. De fato o Antigo Testamento foi aperfeiçoado ou completado pelo Novo Testamento, mas de forma alguma ele foi aniquilado ou cessou em seus efeitos. Jesus disse que nenhuma profecia do Antigo Testamento cessaria até que tudo se cumprisse (Mt.5:18). Jesus não disse que a lei cessaria até que tudo fosse revelado (a revelação do Novo Testamento), mas até que tudo se cumprisse. Como poderia o Antigo Testamento ter sido aniquilado se ainda há muitas profecias para serem cumpridas? "...a Escritura não pode falhar." (Jo.10:35).
Cremos que a palavra "perfeito" contém nesta passagem a idéia do fim ou do objeto consumado ou completado, pois de acordo com o contexto da epístola, Paulo, logo adiante, no capítulo 15, passa a tratar da ressurreição. Em I Coríntios 15:24 o apóstolo diz: "...então virá o fim..." A palavra fim é telo (télos). Portanto deve referir-se à ressurreição ou perfeição dos santos na consumação, quando toda a profecia terá sido completada, finalizada ou aperfeiçoada (Lc.22:37) e a fé terá o seu fim, quando deixaremos de ver por enigma, e veremos face a face ao Nosso Salvador: "(Cristo) a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas." (I Pedro 1:8,9).
Uma passagem esclarecedora pode ser encontrada em Romanos 10:4, onde lemos que "...o fim ( télos) da lei é Cristo...". Obviamente a lei não teve seu fim (ela não foi aniquilada, veja Mt.5:17), mas ela foi aperfeiçoada por Cristo: "Anulamos, pois, a lei, pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei." (Rm3:31). Pela nossa fé em Cristo, a lei está sendo, em nós, confirmada e aperfeiçoada, até que chegue a ressurreição, quando deixaremos de andar por fé (IICo.5:7) para andar por vista, pois veremos Cristo face a face: "...quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque havemos de vê-lo como Ele é."(I João 3:2). Na ressurreição alcançaremos nossa perfeição espiritual, deixaremos de ser meninos, e conheceremos plenamente a Cristo, como dEle somos conhecidos: "...até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos..." (Ef.4:13,14). O contexto desta passagem diz que Cristo "...concedeu dons aos homens... até que todos cheguemos à unidade da fé..." (vv.8,13). De acordo com este contexto, os dons de Cristo devem durar até que se completem as observações feitas por Paulo no versículo 13. Neste sentido, nem mesmo o dom de apóstolo, mencionado no versículo 11, teria cessado.

2.2. O Quando do Versículo 10: A palavra quando usada neste versículo é traduzida do grego otan (hótan). Este termo é uma "partícula temporal" que pode ser traduzida por "no tempo que." Portanto o versículo está dizendo que "o que é perfeito em parte" somente será aniquilado "no tempo que vier o que é perfeito," e esse tempo ainda é futuro, pois hótan se refere a "um tempo definido e específico." Esse tempo definido e específico era futuro para o apóstolo Paulo, quando ele escrevia a epístola, e ainda hoje, é futuro para nós.

2.3. O Quando do Versículo 11: O quando deste versículo, no grego, não é hotan, como no versículo anterior, mas ote (hóte), que também é uma "partícula temporal," mas se refere a um tempo indefinido, pois Paulo não estava falando da época em que ele era criança, mas de um tempo indefinido, ao qual ele chama de "tempo de menino," que ele usa para contrastar com o tempo definido pela vinda daquilo que é perfeito.

2.4. O Agora do Versículo 12: Esta palavra aparece duas vezes no versículo 12, como tradução do vocábulo grego arti (arti). Trata-se de um advérbio, com sentido de "já, imediatamente, no presente, presentemente," como é utilizado em Jo.9:19,25: I Pe.1:6,8. "No grego helenístico o sentido é ampliado para referir-se ao presente em geral." Segundo Grosheide, arti expressa "um contraste entre esta dispensação e a futura." De acordo com isto, o agora do versículo 12 não expressa apenas o tempo do apóstolo Paulo, quando a epístola foi escrita por ele, mas também o tempo presente, até o final da presente dispensação.

2.5. O Agora do Versículo 13: A palavra agora deste versículo é traduzida do grego nune (nune), que pode também ter a idéia de tempo (At.22:1; 24:13; Rm.3:21; Ef.2:13; etc.), mas no versículo em questão, foi usado com sentido lógico e não temporal, como é usado em I Co.5:11; 15:20; Hb.9:26; etc. Nesses casos, a idéia de tempo é "enfraquecida ou totalmente ausente" e deve ser melhor traduzida por "porém, mas, ora." Nesse sentido o que o apóstolo está dizendo é que neste tempo presente ainda "vemos como em espelho, obscuramente," porque vemos por meio da fé (II Co.5:7), e da esperança (Rm.8:24,25) que "é a certeza das cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." (Hb.11:1). "Logo..." - diz o apóstolo - "...permanecem a fé, a esperança e o amor..." (v.13). Estas três virtudes são necessárias para haver o conhecimento de Deus. A fé e a esperança nos concedem um conhecimento parcial (Rm.1:17; Ef.3:17-19; IITm.3:15), por isso cessarão, quando o conhecimento completo vier. O amor, porém permanecerá pela eternidade, quando vier o que é perfeito, pois o amor "...é o vínculo da perfeição." (Cl.3:14).

2.6. O Então do Versículo 12: A palavra grega para este vocábulo é tote (tóte). Este advérbio indica tempo, e está em conexão com o "quando" do versículo 10, que também é temporal. Segundo o léxico, deve ser traduzido por "naquele tempo."

2.7. O Verbo Conhecer dos Versículos 9 e 12: Este verbo aparece quatro vezes no texto. Nas duas primeiras ocorrências, é usado o verbo grego gnwskw (gnôskô): "...em parte conhecemos..."(v.9), "...agora conheço em parte..."(v.12). Nas outras duas ocorrências o verbo grego é preposicionado com o prefixo grego epi (epi): epignwskw (epignôskô): "...então conhecerei como também sou conhecido..."(v.12). O prefixo adicionado ao vocábulo dá um sentido pleno ao verbo. A Nova Versão Internacional do Novo Testamento traduz com mais exatidão o versículo 12: "Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido." Note que na primeira ocorrência, Paulo acrescenta as palavra "em parte" ao verbo conhecer, porque o seu conhecimento, quando ele escrevia a epístola era parcial. Mas ele diz que, no tempo (então) em que viesse aquilo que é perfeito, ele veria face a face e teria o pleno conhecimento. Barrett diz que "As palavras apresentam a inadequação do atual conhecimento humano de Deus, em contraste com o conhecimento que Deus tem do homem e o conhecimento de Deus que os homens terão na era futura." É claro que Paulo não atingiu o pleno conhecimento. Ele caminhava com esforço na vida cristã, para obter o melhor nível de perfeição, mas sabia que seria impossível atingi-lo nesta vida: "...para o conhecer e o poder da sua ressurreição... para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos (maduros até um certo nível), tenhamos este sentimento; e, se porventura pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos."(Fp.3:10-16). Entretanto quando Paulo estava para morrer, sabendo que iria encontrar-se com o Senhor face a face, ele escreveu: "Combati o bom combate, completei (telew = teléô = aperfeiçoei) a carreira, guardei (threw = têréô = permenecí fiel) a fé."(II Tm.4:7). O sentido de teléo neste verso é: "terminar, completar, chegar ao alvo." O que é verdade para Paulo, também é para nós. Nenhum cristão hoje ousa dizer que tem o pleno conhecimento de Deus ou das coisas de Deus. Paulo, que não atingiu esse nível, possuía muito mais conhecimento do que nós que temos a Escritura completa. é certo que podemos ter um pleno conhecimento subjetivo da verdade (IITm.2:25), mas o conhecimento pleno, objetivo e absoluto, só a deus pertence (Dt.29:29). Portanto "...conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva a sua vinda é certa..." (Os.6:3), porque "...a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste... Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja."


CONCLUSÃO


o perfeito da ressurreição. Alguns têm afirmado tratar-se da vinda de Jesus; outros, por sua vez, dizem que é o amor. Todas essas posições trazem dificuldades. A ressurreição (anastasi = anástasis) vinda (parousia = parousía), e o amor (agaph = agápê) são palavras femininas, enquanto que a palavra perfeito (telo = télos) está no gênero neutro. Talvez pudéssemos dizer, referindo-se à ressurreição, que Paulo estava falando do evento da ressurreição, do seu fenômeno. Daí teríamos uma possível solução. O mesmo se poderia dizer em relação à vinda de Cristo. o perfeito é o conjunto de todas estas coisas: a vinda de Jesus, seu amor completado em nós, a ressurreição, o cumprimento das promessas futuras, encontradas nas Escrituras, que virão na consumação desta era. Todos estes elementos, é claro, não poderia ser gramaticalmente descrito por uma só palavra, masculina ou feminina. Paulo vinculou o todo à uma só palavra: "o perfeito," e esta, para descrever tantas perfeições de Deus, só poderia estar no neutro, porque se refere à muitas coisas. o perfeito, claro ficou que ele ainda não veio, e mesmo que não saibamos o que possa ser (esta nossa dificuldade prova que não conhecemos plenamente hoje), é fato inegável que os dons extraordinários não cessaram.
Nesta conclusão queremos salientar uma palavra final sobre o texto de I Coríntios 13:8-13, muito usado por nossos oponentes para negar a atualidade dos dons extraordinários, e, por nós, para defender a sua existência. Reconhecemos algumas dificuldades que a passagem apresenta. Paulo não diz claramente o que é "o perfeito." Dissemos neste trabalho tratar-se,
Uma coisa, porém, podemos afirmar sem vacilar. Aquilo que é perfeito não é a profecia do Novo Testamento, como afirmou B. F. Cate. Isto demonstramos ao longo deste ensaio. Nós acreditamos que
De qualquer forma, seja o que for

sábado, 3 de abril de 2010

Cristo, do AMOR ao AMAR

A mensagem de Cristo sempre foi inclusiva, dos pobres aos cobradores de impostos, dos pagãos na figura da mulher siro-fenícia e do guardião romano ao ladrão na cruz. Vemos em Cristo o desejo em atrair nunca em excluir, capaz de conter todos na sua graça, ao ponto de lamentar quando Jerusalém o rejeitou. Seus encontros com os homens são marcados pela expressão da compaixão, não houveram pecadores rejeitados, não houve sujeira irremovível, o pecado, deparado com Cristo, enfraquecia-se como dominador dos homens. A liberdade havia chegado.
A controvérsia também ganhou contrastes bem definidos, Ele explicitou a mesquinhez do juízo humano, os “condenados” foram os primeiros a serem absorvidos e os “livres” mostraram-se enclausurados em masmorras intransponíveis. Cristo no palco da vida, no caminho humano! Foram tantos os “acertos incontestes” que se mostraram erros grosseiros, tantas “verdades” que caíram como frágeis mentiras: As vendas diante do templo; o apedrejamento da prostituta por pecadores tais quais ela (se não piores); a tristeza na possibilidade de largar as riquezas para segui-lO; as roupas religiosas; as orações religiosas; os jejuns religiosos; os dízimos religiosos; o perdão religioso, preocupado na quantidade mínima do perdão e não em multiplicá-lo; enfim as máscaras religiosas quando retiradas por Cristo revelaram homens que desistiram de tentar ser e preferiram parecer ser, mas não eram. Só houve um tipo de gente não inclusa nesta amor irrestrito, as que não se permitiram incluir, os que não O receberam, esses permaneceram nas trevas que encobriam seu entendimento e mesmo quando a Luz raiou diante dos seus olhos, ela incomodou muito e prefiram apagá-la.
O tempo passou, assim como de geração a geração passou o bastão da natureza humana e sua corrupção, ainda se vê a religiosidade cruel que inibe a capacidade de amar o outro, que inibe a compaixão, que prega a exclusão, que prefere condenar, mas a Palavra permaneceu e continua a incomodar essa obstinação insensível e se existe recusa diante desta Palavra, a Palavra simplesmente se recusa a calar.
Somos chamados a participar em nossa época do convite antigo, mas atual, carregado pela misericórdia e por ela renovados na mente, abolindo assim a escravidão da alma e nos fazendo enxergar o próximo como alvo da graça e não de qualquer danação. Vê as prostitutas de nossa época como Cristo as viu parece ser tão além da nossa constituição moral, julgamos todos (homossexuais, ladrões, assassinos, pedófilos, beberrões...) sem nos importamos em estender a mão, queremos dizer que estão errados, denunciar, apedrejar. Não podemos fechar nossas portas para quem Deus abriu o céu. Não há como se deparar com Cristo e não se encontrar na condição de pior dos pecadores, não há como não se sentir a prostituta e não há como não se surpreender ao se perceber, mesmo assim, perdoado por Ele. Diante disto, como não amar-lO e amando-O como não amar ao outro? O encontro com Ele desbota as palavras, encerra a boca, ardi o íntimo, e nos impulsiona a amar sem importar quem, mesmo diante da recusa. Se Cristo não veio condenar, que homem é capaz de fazê-lo. Não existem algozes, ainda que alguns aspirem sê-los.

sexta-feira, 26 de março de 2010

ENGANO

Que ser esconde um sorriso?
não conhece a princípio
no entanto, engano no não conhecer



voz agradável e o sorriso nos lábios
sedução; encanto; paixão
a formosura que salta aos olhos
prenuncia a desilusão



Inquirir pelo que viu
o nada preenchera o vazio
onde está o que estava, jamais esteve
quis vê e viu



contato, revelação do que é
onde está a outra pessoa
não quer o que resta
melhor a face da ilusão



Que ser esconde um sorriso?
Conhece a princípio
Prenuncia a desilusão