"Do que dissemos anteriormente, ninguém deve concluir que a consequência do que afirmamos que se sucede ocorre por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos ser de antemão conhecidos os acontecimentos. Para isso, vamos esclarecer também esta dificuldade. Nós aprendemos com os profetas e afirmamos que isto é a verdade: que os castigos e tormentos, igualmente as boas recompensas, dão-se a cada um conforme as suas obras, pois se não fosse assim e se ocorresse pelo destino, não existiria em absoluto o livre-arbítrio. Com efeito, se está determinado que este seja bom e aquele mau, nem aquele merece louvor, nem este vitupério. E se o gênero humano não tem poder para fugir por livre determinação daquilo que é vergonhoso e optar pelo belo, é irresponsável por qualquer ação que faça. Porém, que o homem é virtuoso e peca por livre escolha, o demonstramos pelo seguinte argumento: vemos que o próprio sujeito passa de um extremo a outro. Pois bem: se fosse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de fazer coisas contrárias nem mudaria [seu comportamento] com tanta frequência. Na verdade, não se poderia dizer que alguns são bons e outros maus a partir do momento em que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que faz coisas contrárias a si mesmo; ou deve se ter por verdade aquilo que já anteriormente insinuamos, a saber: que virtude e maldade são meras palavras e que apenas por opinião [pessoal] se classifica algo como bom ou mau - o que, como demonstra a verdadeira razão, é o cúmulo da impiedade e da iniquidade. O que afirmamos ser destino ineludível é que a quem escolher o bem, espera-lhes digna recompensa; e a quem escolher o contrário, espera-lhes igualmente digno castigo. Porque Deus não fez o homem da mesma forma que as outras criaturas, por exemplo, árvores e quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação, pois nesse caso não seria digno de recompensa ou louvor, nem mesmo por ter escolhido o bem, mas já teria nascido bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não agiu livremente, mas por não poder ter sido outra coisa do que foi" (1ª Apologia 43,1-8)
Pensar: romper com algemas; se desvencilhar do que os outros são, querem ou impõem; ousar à alma a oportunidade de avaliar o seu próprio caminho com a Verdade. Encontrar-se particulamente com Deus e nele caminhar, deixar de ouvir falar e de fato conhecer!!!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
JUSTINO MÁRTIR (100-165 D.C) - Sobre a condenação e salvação dos homens
JUSTINO MÁRTIR (100-165 D.C)
domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Porque Deus amou o mundo... que ele não poderia ficar de fora:
Uma Breve Meditação arminiana do Advento
Autor: Roger E. Olson
Autor: Roger E. Olson
Porque Deus amou o mundo... que ele não poderia ficar de fora. Sim, para acadêmicos e estudiosos pode soar simplista e até cheirar a religião popular. Mas se você tirar dessa afirmação qualquer conotação de Deus ser "solitário" ou ausente, ela é uma ótima declaração do próprio Evangelho e expressa bem a essência da teologia arminiana: o amor de Deus sobre o mundo inteiro demonstrado na encarnação e na cruz está no centro de sua teologia como seu princípio fundamental.
Estamos agora em meio ao Período do ano em que, na igreja, é lembrado o Advento. Muitos de nós estão ocupados correndo de uma lado para o outro tentando encontrar um bom presente para alguém, e sem tempo de parar e pensar sobre a "razão deste período": A encarnação que é devido ao amor de Deus.
O Advento é tudo sobre o significado do amor de Deus para o mundo inteiro, mostrados no evento em que o Deus Criador do Universo se humilhou, tornou-se vulnerável e se fez nosso servo. Algumas teologias gostariam de habitar eternamente no poder de Deus e em seu controle soberano e encontrar A glória de Deus nesses atributos. O Arminianismo vê a glória de Deus em seu amor abnegado que o levou a entrar na nossa condição humana e sofrer junto com a gente e morrer por nós.
Melhor, Que amor é esse? Bem, se é possível descrevê-lo deve possuir alguma analogia com o melhor do que nós conhecemos como amor. E a encarnação e a cruz é capaz de demonstrá-lo. O amor de Deus é maior e melhor do que o nosso, mas não absolutamente e completamente diferente. O apóstolo Paulo liga o amor de Deus e o nosso em Filipenses 2. Devemos imitar o amor por esvaziar-nos para os outros.
Arminianismo é, em primeiro lugar (acima de todas as outras distinções) uma teologia do amor ilimitado de Deus por suas criaturas, especialmente os feitos à sua imagem e semelhança. É o transbordamento de amor incondicional e ilimitado do interior do próprio Deus trinitário.
João 3 nos diz que o propósito de Deus na encarnação e na cruz não teve nada a ver com a condenar ninguém. Pelo contrário, ele tinha a ver com poupar a todos (na medida do possível). Outras teologias tergiversam sobre o significado preciso de "mundo" e algumas tentam limita-lo para "pessoas de toda tribo e nação", a fim de escapar de sua universalidade. Outros dizem que Deus não ama a todos, mas não da mesma maneira. Tudo isto é estranho ao texto e ao contrário da simples e bíblica mensagem de que "Deus é amor "(1 João).
A teologia arminiana começa e termina e permanece constantemente centrada na boa notícia de que Deus é um Deus de amor universal, incondicional e abnegado, demonstrado na encarnação e na cruz. Todo o resto das Escrituras deve ser visto sob essa luz e nunca elevados ou acima dele ou contra ele. Com certeza Deus também tem a ira, mas que não pode ser contrária ao seu amor. A ira de Deus é o amor de Deus desprezado e rejeitado.
Meu hino preferido foi escrito em 1917 por um colega arminiano Fred Lehman, que fundou a Editora Nazaren, É chamado simplesmente de "O Amor de Deus.":
O amor de Deus é tão grande
Que língua ou a pena nunca poderá descrever;
Ele vai além da maior estrela,
E alcança o mais profundo do inferno;
O casal culpado, prostrou-se com cuidado,
Deus deu o Seu Filho para vencer;
Seu filho errante Ele reconciliou,
E perdoou o seu pecado.
Que língua ou a pena nunca poderá descrever;
Ele vai além da maior estrela,
E alcança o mais profundo do inferno;
O casal culpado, prostrou-se com cuidado,
Deus deu o Seu Filho para vencer;
Seu filho errante Ele reconciliou,
E perdoou o seu pecado.
Refrão
O amor de Deus, quão rico e puro!
Quão imensurável e forte!
Deve durar para sempre.
Canção dos santos e dos anjos.
Quão imensurável e forte!
Deve durar para sempre.
Canção dos santos e dos anjos.
Quando os anos passarem,
Tronos e reinos caírem na terra,
Quando os homens, que aqui se recusam a orar,
Em rochas, colinas e montanhas clamarem,
O amor de Deus com certeza continuará,
Todo imensurável e forte;
Resgatando graça para a raça de Adão.
Canção dos santos e dos anjos.
Tronos e reinos caírem na terra,
Quando os homens, que aqui se recusam a orar,
Em rochas, colinas e montanhas clamarem,
O amor de Deus com certeza continuará,
Todo imensurável e forte;
Resgatando graça para a raça de Adão.
Canção dos santos e dos anjos.
Refrão
Se pudéssemos com tinta encher o oceano,
E se aos céus de pergaminho fizéssemos,
de cada haste na terra uma pena,
E de cada homem fizéssemos um escriba profissional
Para escrever o amor de Deus no céu,
Isso esvaziaria o oceano.
Nem poderia o pergaminho conter tudo,
Embora se estendesse de céu ao céu.
E se aos céus de pergaminho fizéssemos,
de cada haste na terra uma pena,
E de cada homem fizéssemos um escriba profissional
Para escrever o amor de Deus no céu,
Isso esvaziaria o oceano.
Nem poderia o pergaminho conter tudo,
Embora se estendesse de céu ao céu.
Tradução livre: Tiago M. Barros
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Aos jovens entusiasmados estudantes de teologia...
Inegavelmente Deus tem levantado jovens cristãos, de alguma forma insatisfeitos com o atual cenário da igreja evangélica, a buscarem a autenticidade do cristianismo nas Escrituras. Eu mesmo tenho passado por esta experiência, mas tenho sido muito cauteloso antes de comprometer-me inteiramente com alguma visão interpretativa das Escrituras e do Evangelho, por mais históricas que sejam. Também não me impressionam o número e o renome dos seus defensores ao longo do tempo, tais características, ainda que tendam a impressionar, não podem ser levantadas como aspectos autênticos da verdade.
Neste meu caminho tenho me disposto a colocar tudo em prova, qualquer doutrina que não esteja objetivamente exposta nas escrituras, e que não tenha sido ao meu coração entregue em virtude da minha salvação, isto é que é por intermédio de Cristo que estou reconciliado com Deus.
Por mais profundas que estejam entre minhas convicções, estou expondo tudo ao juízo das Escrituras, até mesmo minhas interpretações dela, e assim pretendo sempre continuar.
No entanto não tenho visto essa disposição em muitos desses jovens, a maioria foram altamente comprometidos com a onda neopentecostal/apostólica "moderna", mas ao alcançarem maior maturidade cristã desiludiram-se com esta espécie de movimento e imediatamente entregaram-se [com a entrega habitual] à visões que lhes pareceram mais bíblicas. Neste sentido um exemplo bem clássico é a aderência de muitos jovens oriundos de tais igrejas, da chamada terceira onde pentescostal, ao calvinismo, ou teologia reformada.
Neste caminho que, em Cristo, estou trilhando recomendo que sejamos mais cautelosos, não nos apaixonemos facilmente por algum estereótipo cristão, mas nos aprofundemos na histórias das doutrinas cristãs, é o momento de revermos tudo e conhecer-mos de forma global a nossa fé, de corrigirmos possíveis incompreensões, ou de ratificarmos autênticas interpretações, não sejamos preguiçosos no pensar e no julgar, nos desprendendo das afeições denominacionais, que nos restringem nesta busca, para considerar todas as alternativas, ao menos as alcançáveis, e confrontá-las entre si.
Para exemplificar o que disse, transcrevo o caso de um calvinista em relação ao arminianismo, mas poderia ser o contrário. Foi originalmente postado em: http://www.arminianismo.com/forum/viewtopic.php?f=2&t=419
Mark A. Ellis é um calvinista que resolveu estudar a teologia arminiana. Para isso recorreu às fontes e começou a traduzir a Confissão Arminiana de 1621. Antes disso, o que ele sabia dos arminianos era que eles eram socinianos e pelagianos. Ficou surpreendido com o que descobriu. Abaixo, segue alguns trechos de sua introdução ao livro "A Confissão Arminiana de 1621".Alguns acharão estranho que alguém que não é de tradição arminiana se encarregaria da tradução desta primeira e muito importante confissão remonstrante. Minha exposição inicial à teologiaarminiana surgiu quando, como pastor calvinista de uma igreja batista reformada, um amigo me desafiou a ler as obras de Jacobus Arminius (1560-1609). Tendo sido ensinado que ele era tanto sociniano quando pelagiano, me surpreendi quão calvinistas suas afirmações soaram a respeito do trinitarianismo, da Escritura, do pecado original e da necessidade da graça...
A confissão também beneficia aqueles que vem de tradições calvinistas/reformadas. Ela dissipa deturpações comuns, tais como que os arminianos eram socinianos, uma acusação que os oponentes dos arminianos levantam contra eles desde o início do conflito. No capítulo três da confissão, os remonstrantes repudiam claramente as negações socinianas da divindade de Cristo e da trindade e fornecem uma declaração ortodoxa do Trinitarianismo, a eterna geração do Filho e emanação do Espírito Santo e o compartilhamento da natureza divina por ambos.
Mais comuns são as acusações de Pelagianismo. A Confissão dá ampla evidência de que os remonstrantes não aderiram à teologia de Pelágio. Ao passo que Pelágio ensinou que o pecado de Adão afetou a ele apenas e somente servia como um mau exemplo aos seus descendentes, os remonstrantes afirmavam que todos os homens exceto Jesus Cristo estavam "envolvidos" no pecado de Adão e assim ficaram sujeitos à "morte e miséria" e "destituídos da verdadeira retidão necessária para obter a vida eterna, e conseqüentemente são agora nascidos sujeitos a essa morte eterna e diversas misérias".
Ao passo que Pelágio definia a graça como a capacidade natural conferida através da criação, junto com a mente iluminada pela pregação da lei, os remonstrantes afirmavam que a graça é uma "obra especial" que somente operavam naqueles que crêem... Eles reafirmavam a incapacidade humana e a necessidade da graça e que a salvação é obra de Deus. É somente pela graça que as pessoas "podem realmente crer em Cristo o Salvador, obedecer seu evangelho e se livrar do domínio e culpa do pecado"... Os remonstrantes claramente não eram pelagianos.
Se não eram pelagianos, eles eram semipelagianos?... O Semipelagianismo começou com uma reação de monges que concordavam com Agostinho sobre as doutrinas do pecado original, incapacidade do homem para executar qualquer ato de valor salvador e a necessidade de iluminação, mas defendiam a liberdade da vontade atribuindo a ela o ato inicial da fé. Pecadores caídos tomam a iniciativa e Deus responde. Eles [os semipelagianos] também ensinavam que as pessoas podiam, de si mesmas, livremente aceitar e perseverar na graça. Novamente, se deixarmos a história definir os rótulos, nem Arminius nem os remonstrantes foram semipelagianos.
Isso é o que acontece quando um calvinista realmente se dá ao trabalho de estudar a teologia arminiana. Ele se liberta de todos os rumores malévolos de que a teologia arminiana é isso ou aquilo.
domingo, 5 de dezembro de 2010
IMPORTANTE
Desculpem-me não está atualizando o Blog tão constantemente, Estou um pouco apertado com o seminário e o trabalho, mas fiquem atentos, a qualquer momento vou postar novidades, abração a todos. Fiquem na Paz!!!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Pensamentos
"Falar da soberania de Deus é falar do que ele pode fazer. Falar do amor de Deus é falar de quem ele é e de como ele Faz."
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
REFLEXÕES SOBRE O ENCONTRO DE JESUS E O RICO -Parte 1- A Soberania de Deus
REFLEXÕES SOBRE O ENCONTRO DE JESUS E O RICO
-Parte 1-
A Soberania de Deus
E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.
Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.
Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.
E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.
Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.
Então Jesus, olhando em redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!”
Mc 10:17-23
Esta pequena narração que se encontra no Evangelho segundo escreveu Marcos me faz refletir sobre alguns detalhes do cristianismo, detalhes que revelam essência e beleza na nossa fé, mas que andam esquecidos (talvez seja mais verdadeiro dizer: ignorados).
O tema sobre a soberania de Deus não é o tema central desta passagem, mas é impossível não nos depararmos com ele, visto que a passagem é referente àquele que é soberano, e aqui é possível perceber coisas preciosas sobre a ação do Deus soberano dos evangelhos.
Alguns dentre nós costumam expor ao mundo através de muita destreza e habilidade a transcendência de Deus, sua imutábilidade, que está acima de qualquer vontade humana, que faz o que quer e quando quer, não devendo satisfação a ninguém visto que ele é soberano, ora tudo isto é verdadeiro, pois lemos nas Escrituras:
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.” Isaías 55:8
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
Jó 42:2
Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Malaquias 3:6
Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Tiago 1:17
Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Romanos 9:20
E essas são verdades reconfortantes, pois por elas sabemos que a vida pertence e obedece ao nosso Deus, é reconfortante porque podemos descansar nEle, sabendo que ele realiza tanto o início quanto o fim, que a consumação de todas as coisas não fogem de suas mãos, tudo esta no seu controle.
O que então Mc 10:17-20 fala sobre isto? O que revelam estes versículos?
Bem, devemos afirmar a verdade da Soberania de Deus, mas existe algo a mais que também deve ser afirmado, proclamado e defendido: O Soberano SENHOR veio até o homem.
Marcos nos revela Deus em Jesus, isto é Deus aqui, na esfera humana, conversando, respondendo e ensinando a alguém infinitamente menor do que Ele e mais do que isso tornado igual ao que lhe é menor. Podemos equivocadamente achar que Soberania e Onipotência divina são características que distancia Deus de suas criaturas, a exemplo dos deuses da mitologia grega (seres altamente egoístas, os quais agem de qualquer jeito, não se importando com os homens). Aparentemente contraditório e totalmente paradoxal o Deus revelado nas Escrituras fez uso de sua Soberania e Onipotência, não para isolar-se em sua glória, mas para se tornar acessível, se fez menor do que os anjos, esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. Deus humilhado por si mesmo, Deus incompreensível! E paraxodalmente, esta aparente limitação foi incapaz de reduzir a sua glória, pelo contrário, pois está escrito: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Fl 2:8-11
O Deus soberano das Escrituras pode fazer o que ele quiser, mas isso não significa dizer que ele faça qualquer coisa. Deus age de uma forma maravilhosamente coerente com a sua natureza. Que logicamente é a mesma natureza encontrada em e anunciada por Jesus: “Deus é bom”, conforme o nosso texto afirma. E Ele é bom conforme o que entendemos que seja bom, ainda que a bondade não faça parte do que somos, do contrário o que Jesus falou a respeito de Deus não teria sentido. Deus é bom “porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.”. Esta Bondade e o mesmo amor e Justiça são a nós revelados pela pessoa de Jesus, pois Ele é “o resplendor da glória de Deus, e a expressa imagem da sua pessoa” Hb 1:3 de forma que não podemos imaginar um Deus maior ou menor que Jesus, não existe! Ele é a imagem do Deus invisível. Cl 1.15, E ainda se encontra nas escrituras: “Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim.” Isaías 45:21
Imaginar um Deus com um caráter diferente do de Jesus é criar um ídolo! Por isso Jesus disse: “quem vê a mim vê o Pai”. Diante de Cristo não faz qualquer sentido perguntar: “Mostra-nos o Pai?”. Jesus é a natureza de Deus revelada aos homens. Que nos comunica o ser de Deus integralmente inclusive seu padrão moral. De forma que é insanidade dissociar os atos de Deus e seu caráter dos de Jesus. Ele não está acima do que é bom, Ele é bom conforme nos é revelado em Cristo e nas escrituras. Digo isto pois já foi dito em certas teologias, afim de defender algumas supostas ações de Deus, explicitamente injustas aos olhos humanos, como salvar alguns pecadores e deixar outros agonizando no infortúnio da perdição decretando que jamais teriam a possibilidade de salvação visto que a estes não quisera derramar amor e graça, mas ira e condenação. Ora mesmo nós sendo maus sabemos que tal atitude é fria e cruel, pois tendo condições de salvar da morte física duas pessoas que estejam soterradas e sem condições de salvarem a si mesmas não exitaríamos em empregar esforços na intenção de salvar as duas. Ora não existe duas justiças, a de Deus e a dos homens, apenas uma, a diferença é que Deus a executa com perfeição e os homens não. Assim como o infinito não pode está acima do infinito, Deus não pode estar acima do bom, Ele se identifica com o bom. Ele é o padrão moral. E Deus não apenas age de acordo com seus padrões morais como também os comunica ao homem e o convida para que sigo o seu padrão de retidão revelado: “Sede santos pois eu sou santo”.
Este Deus maravilhosamente soberano agindo conforme sua natureza de amor, bondade e justiça, faz com que o encontro deste rico com Jesus, seja possível, e assim só é porque Ele não se isola na sua soberania, como pretendem para ele alguns teólogos. Mas ele soberanamente decidiu, por seu Filho, se reconciliar com o mundo, se encontrar com o homem. Mesmo com um rico que se retiraria triste e pesaroso após ser amado e chamado pelo próprio Filho a segui-lo. Mesmo com tal homem do qual somente sabemos que era rico, de posses, de obras, da Lei, e que mesmo confessando a incapacidade dos seus bens de lhe dar segurança eterna e apesar de ser amado pelo próprio Cristo e receber a honra do Seu convite, preferiu a pobreza de suas riquezas aos tesouros do céu adquiridos através da rendição em fé. Estes versos nos mostra o quão maravilhoso é o Deus evangélico (dos evangelhos), que ama até mesmo aos que não o respondem favoravelmente, tal amor nos faz completamente indesculpável e dignos da ira divina, merecedores de toda condenação, visto que podendo ser salvos pela graça em Cristo, não queremos. E já que sem Cristo não há libertação, pois “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” “quem nos livrará do corpo desta morte?”, "como escaperemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?"
A soberania de Deus é revelada no seu amor!
A soberania de Deus é revelada no seu amor!
NEle que mesmo sendo Deus soberano, tomou a forma do homem limitado, afim de nos atrair para si,
Tiago M. Barros
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